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A Ordem dos Assassinos

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Ordem dos Assassinos, também conhecida muitas vezes como a Irmandade dos Assassinos, Liberalis Circulum (Círculo de Liberais) durante o tempo do Império Romano, ou Hashshashin durante a Idade Média, foi uma ordem organizada de assassinos e inimigos jurados dos Templários, contra quem eles lutaram uma guerra contínua e recôndita através de toda a história humana registrada.

Enquanto os Templários buscavam o poder para salvar a humanidade de si mesma por controlar o livre-arbítrio, a Ordem dos Assassinos lutava para assegurar a sobrevivência do livre-arbítrio, já que ele permitia o progresso de novas ideias e o crescimento do individualismo.

Os Assassinos, se não a própria Ordem, existiam desde pelo menos 456 a.C., através do Império Romano, a Idade Média, a Renasceça, a Revolução Industrial até os tempos modernos.

A Ordem dos Assassinos

A Ordem acreditava em um forte conjunto de valores que rege estritamente seu modo de vida, a Crença, que consistia em três dogmas diferentes: Mantenha sua lâmina longe de um inocente; Mantenha-se escondido na multidão e; Nunca comprometa a Irmandade.

Estes princípios permearam todos os aspectos da vida cotidiana dos Assassinos bem como a sua luta pela "paz em todas as coisas". Os Assassinos cumpriram os seus deveres através de assassinatos políticos estratégicos, na esperança de que a morte de um indivíduo conduziria à salvação de milhares. Os Assassinos acreditavam que lutavam em nome daqueles que não possuiam as habilidades, recursos ou conhecimentos para falar contra aqueles que abusavam do poder.

Apesar de seu serviço para aqueles que sofrem de diversas maneiras, os Assassinos eram ainda temidos pela população em geral, devido principalmente ao seu modo impactante de garantir a paz. Os Assassinos foram mais temidos devido à sua reputação aterrorizante de tirar a vida das pessoas em lugares públicos diante de muitas testemunhas, feito de modo a trazer o medo nos corações de todos aqueles que possam abusar do seu poder ou corromper os inocentes, antes de desaparecer na multidão sem deixar rastros. Para ajudar, os Assassinos usavam uma arma particularmente eficiente para assassinatos: a lâmina oculta. Em apenas um golpe essa poderosa arma pode matar sua vítima sem deixar qualquer vestígio de sua execução.

No entanto, para que se tornasse mais fácil atingir seus objetivos, os assassinos mantinham conhecimento extensivo sobre as políticas locais, permancendo sempre em constante mudança e sintonia com elas, aprendendo sempre mais. A obtenção das informações era trabalho para membros da Ordem de baixo nível, os chamados Novatos, que estariam estacionados em todas as cidades do mundo. Estes espiões iriam assistir os nobres locais e governantes, procurando sinais de corrupção ou de associação com os Templários. Uma vez recolhidas, as informações seriam repassadas aos Assassinos, que são responsáveis pela execução dos assassinatos.

Treinamento

Os assassinos passam a vida inteira treinando para matar. Desde muito novos eles são ensinados a observar seu entorno e planejar com antecedência cada um de seus passos para realização de seu trabalho. Os combates eram uma obrigação e seu treinamento era contínuo, com foco em armas de todos os tipos, de acordo com as suas competências. No entanto, apesar de tal foco no combate, a maior consideração ou uma das maiores armas na formação dos assassinos é a discrição. Como levavam sua vida, as roupas que usavam, onde viviam, até mesmo o modo como eles caminhavam era importante no momento de devoção e ocultação. Era o dever de um assassino atingir a sua meta, sempre.

O outro foco importante na formação de um assassino é a manobrabilidade (agilidade em executar manobras). No momento em que um assassino atingia o grau de Mestre Assassino ou Grão Mestre, ele também acabava se tornanando mestre de uma forma primitiva de parkour amplamente utilizada pelos assassinos. Visto como fator importante, este método permitiu a circulação de assassinos para atingir áreas normalmente não acessíveis ao homem, podendo saltar de uma parede para um dos pontos de vista mais altos de uma cidade, ou até mesmo facilitando sua fuga caso fosse reconhecido.

O Credo

O Credo era o código e a filosofia que guiava a Ordem. Al Mualim, antigo mestre dos Assassinos, disse: "Nada é verdade, tudo é permitido" Ele restringe a morte de inocentes. Preserva a reputação e a imagem da Ordem. E, principalmente, cria paz, não somente no mundo, mas também, dentro do indivíduo. Os Assassinos passaram o Credo oralmente, geração por geração, garantindo que a mensagem que o Credo passa seja entregue para todos os membros da Ordem. Ele consistia em três regras:

Mantenha sua lâmina longe de um inocente:

O objetivo dos Assassinos é garantir a paz em todas as coisas. Os Assassinos acreditam que assassinatos de políticos e mortes de corruptos trarão paz e um senso de segurança para o povo. Matar inocentes e civis que não tinham a necessidade de serem mortos, significa espalhar a discórdia e má fama à Ordem.


Mantenha-se escondido, seja apenas mais um na multidão:


Seja invisível. Os Assassinos buscam chegar até seus alvos de modo sorrateiro, na maioria das vezes em pleno público, para perfomar seus assassinatos. A maior ilusão de um assassinto é que, um Assassino aparece do nada, mata uma figura política ou corrupta, e então desaparece do mesmo jeito que veio, sem ser percebido. E, por isso, o Assassino tem de ser furtivo, por que se ele for avistado, andando ao redor de seu alvo, o elemento surpresa desaparece, apenas fazendo com que seu trabalho fique mais dificil.


Nunca comprometa a Irmandade:


Se um Assassino falha, é capturado, ou está sendo perseguido, ele não deve, nunca, dizer algo que comprometa ou prejudique toda a Irmandade. Por exemplo, em Assassin's Creed, no começo do jogo, Altaïr se expõe de livre e espontânea vontade para Robert de Sable e outros Templários, e o pior de tudo, ainda falha em seu assassinato. Essa falha comprometeu a Irmandade, porque Malik perdeu seu braço devido à luta, seu irmão, Kadar, foi morto, e os Templários atacaram Masyaf.

História

A Terceira Cruzada

Em 1191, durante a Terceira Cruzada, a Ordem dos Assassinos foi centrada na fortaleza de Masyaf, profundamente dentro do reino da Terra Santa. Liderados por Al Mualim, os Assassinos lutaram com os Templários e seu líder, Robert de Sable, sobre as ideologias e os meios com os quais realizavam a PAZ durante a Terceira Cruzada. Os assassinos, assim como os Templários tinham um interesse em um artefato antigo escondido dentro das catacumbas do Templo de Salomão, e cada um queria mantê-lo em sua posse. A missão foi um sucesso para os assassinos, que conseguiram recuperar o artefato, no entanto, com a morte de um assassino, Kadar, e com a chegada do exército dos Templários às portas de Masyaf. Os assassinos literalmente esmagaram a maioria dos soldados templários, sob um ataque de madeiras vindas de um reservatório que ficava na frente dos portões de Masyaf.

Na sequência, os assassinos culpam Altaïr Ibn-La'Ahad (que provem do árabe, Filho de Ninguém) - pela perda de duas vidas (sendo Kadar no Templo de Salomão e um Assassino desconhecido nas portas de Masyaf). Altaïr, no entanto, foi severamente repreendido, e então encarregado de remover nove indivíduos influentes que atacam a Terra Santa com seu governo corrupto. Como Altaïr havia caido no Rank de Assassinos, foi submetido a realizar então as 9 mortes até atingir sua postura e Rank atual (antes da perda) -- Seu objetivo? - trazer a paz para o povo da Terra Santa. O objetivo foi justo, mas o perturbou muito pois ao matar as vítimas se sentia "equivocado talvez, mas com muita motivação".

Com suas missões progredindo, Altaïr procurou saber o limite de suas vítimas em conjunto, e a percepção de que eles estavam todos servindo aos templários podendo assim reforçar a determinação dos assassinos para pôr fim à parcela dos Templários.

Até o final do ano, os assassinos saíram vitoriosos sobre os seus inimigos Templários, Robert de Sable (Grão-Mestre da Ordem dos Templários, estava morto), porém a traição de um deles também atingiu aos assassinos. Al Mualim (Grão-Mestre da Ordem dos Assassinos e um membro de uma coalizão de dez líderes Templários) foi revelado como sendo um traidor, e morto pelo homem que ele havia enviado para eliminar seus companheiros conspiradores Templários. Com Al Mualim morto, Altaïr assumiu o cargo de Grão-Mestre da Ordem, levando os assassinos na sua tentativa de reconstruir as suas forças, após os conflitos que lhes custaram caro.

Eventualmente, foi decidido que o pedaço do Éden era uma grande ameaça para se manter em Masyaf, e foi tomada a decisão de mantê-lo na Ilha de Chipre. No entanto, após a libertação da ilha a partir de seus governantes Templários, a peça foi mantida por Altaïr pelo menos até ele terminar suas escritas no famoso Codex.

A Renascença

A Ordem continuou a desenvolver-se, apesar de ser forçada a adotar uma existência ainda mais secreta e isolada. Durante o período conhecido como o Renascimento, a Ordem dos Assassinos, aparentemente, "passou para a clandestinidade". A razão para isso é explicado dentro das páginas do Codex, onde os estudos de Altaïr revelam que, embora a Ordem dos Templarios obteve uma derrota esmagadora na Terra Santa e Chipre, eles ainda sobreviviam de formas mais discretas. Como tal, Altaïr acredita que os assassinos também tiveram que mudar de tática a fim de viverem mais. Tendo abandonado a fortaleza de Masyaf, os assassinos espalharam-se por todo o mundo mediterrâneo, tendo a sua residência, em lugares como o norte da Itália e Espanha. No entanto, os templários também espalharam-se chegando até Roma. Em 1321 a Ordem dos Assassinos integrou-se com sucesso na vida moderna do norte da Itália, largamente desconhecida do povo médio. Naquele mesmo ano, um jovem marinheiro pelo nome de Domenico, o filho de um assassino, foi aprendiz do poeta Dante Alighieri, também um assassino, que estava transportando o Codex de Altaïr de Veneza a Espanha. Durante a viagem, os piratas no âmbito do emprego dos Templários emboscaram o navio à procura do Codex, matando Dante, assim como a esposa de Domenico. Felizmente para os assassinos, Domenico conseguiu desmembrar o Codex e escondê-lo dos piratas antes que ele e seu filho fossem jogados ao mar.

Finalmente voltando para Veneza, Domenico encontrou seu pai e seu patrono, Marco Polo, um aliado dos assassinos mortos. Então, Domenico pegou algumas coisas de Marco Polo e viajou para a cidade de Florença sob o nome falso de Auditore. Acabou construindo a Villa Auditore na cidade de Monteriggioni, que se tornou o centro da Ordem dos Assassinos na Itália.

Apesar do fim da "modernidade" desde o século 12, eles ainda mantinham muitos dos rituais e práticas, ainda que alterados. A prática de retirar o dedo anelar, como tal, havia sido removido, embora o selo da Ordem foi marcado em cima da retirada do dedo para melhor indentificação da Guilda dos Assassinos, tal era a indução de Ezio Auditore da Firenze em 1487. Por essa época, Niccolò Machiavelli tornou-se Grão-Mestre da Ordem dos Assassinos, com membros em todas as cidades importantes do norte da Itália. Embora significativamente em menor número, os assassinos foram apoiados pelas cortesãs, ladrões e mercenários de Florença e Veneza que foram dirigidos por um membro da Ordem dos Assassinos desde então.

Durante este período, os assassinos entraram em outra fase de recrudescimento das hostilidades com os Templários, que estavam tentando derrubar a decisão da Câmara dos Médici em Florença, e do Doge em Veneza.

Tendo já matado o duque de Milão em 1476, Rodrigo Borgia (o então novo Grão-Mestre dos Templários) reuniu famílias nobres como os de Pazzi, os Barbarigo e os Orsi juntos, para realizar seus objetivos e entrar em conflito com os assassinos.

Rodrigo Borgia deu um duro golpe para a Ordem dos Assassinos em 1476, quando ele executou o experiente guerreiro Giovanni Auditore da Firenze e seus dois filhos, apesar de um terceiro filho, Ezio, ter conseguido escapar. Com a ajuda de Ezio, os assassinos foram capazes de contrariar Borgia, o que custou mais de vinte e três anos de campanha, derrotando-o em cada volta.

Em 1487, a Ordem dos Assassinos descobre que os Templários tinham recuperado um artefato importante da ilha de Chipre, e é considerada necessária a sua captura de volta. Na sequência, o artefato L'Arsenale di Venezia , cai nas mãos de Ezio que consegue dominar e substituir a guarda dos Templários carregando o artefato. Sob este pretexto, Ezio reuni-se com Rodrigo Borgia e os dois se enfrentam numa batalha. No entanto Rodrigo foge, e o artefato cai novamente nas mãos dos assassinos. Os assassinos desta idade no entanto, não estavam cientes da natureza do artefato, apesar de não reconhecê-lo como uma das Pieces of Eden mencionadas no Codex de Altaïr.

Tempos Modernos

Por volta do século 21, o mundo tinha mudado muito. Embora a Ordem dos Assassinos manteve a sua política de campos de deserto e isolamento da sociedade, os Templários tinham começado a infiltrar-se ainda mais na sociedade, assumindo a forma de muitas corporações, como a NASA. Os templários continuaram a pesquisar e investigar as várias Pieces of Eden. Os templários tiveram uma importante perda na Sibéria em 1908, conhecida como a explosão de Tunguska. No entanto, até o ano de 2012, os Templários, sob o pretexto de sua empresa chamada Indústrias Abstergo tinham começado a sequestrar assassinos, ou aqueles relacionados a eles, na tentativa de localizar mais Pieces of Eden. Incluindo notáveis figuras como o misterioso Subject 16 e Desmond Miles (um descendente de Altaïr Ibn-La'Ahad e Ezio Auditore da Firenze).

Eventualmente, os assassinos foram capazes de libertar Desmond Miles, com a ajuda de Lucy Stillman, uma assassina que estava trabalhando disfarçada na Abstergo por pelo menos três anos em 2012 e que mais tarde revela-se traidora da Ordem. Depois disso, Desmond concordou em ajudar os assassinos em sua busca para derrotar a Abstergo, na maior parte por pura vingança, mas também para o encerramento da empresa. Utilizando o Animus 2.0 uma cópia, melhorada, da máquina usada pela Abstergo para explorar suas memórias genéticas, Desmond vive as memórias de Ezio Auditore, aprendendo técnicas e habilidades em combate e corrida livre, através do chamado Bleeding Effect. No entanto, apesar de sua presença, a guerra contra os Templários havia se tornado ainda pior. Com os respectivos números de encolhimento, a Ordem dos Assassinos estava definitivamente perdendo a guerra.

Principais Mentores

Não importa se eles traíram a Ordem ou quase destruiu toda a Ordem por se afastar de seus verdadeiros objetivos, se marcou a historia no jogo, eles estarão nesta lista.


Al Mualim, Altaïr Ibn-La'Ahad, Mario Auditore, Ezio Auditore da Firenze, Achilles, Connor KenwayArno DorianO Mentor e William Miles

Outros Assassinos

Os assassinos já existiam desde antes da virada do primeiro milênio, com a aparição de diversas figuras conhecidas, como Dario, o assassino de Xerxes, Iltani, Wei Yu, Amunet e Leonius.

Períodos Medieval e Renascentista

Durante a Terceira Cruzada, a seita Síria da Ordem dos assassinos era composta principalmente de espécies nativas, nascidas na Síria, embora alguns, como Altaïr, nasceram de pais de ambas as religiões. Liderados por Al Mualim, e mais tarde por Altaïr Ibn-La'Ahad, outros membros foram incluídos, Harash, Malik e Kadar A-Sayf, Rauf, Abbas, Masun, Jamal, Bahir, Karim e Qulan Gal, Genghis Khan. Também foram incluídos vários indivíduos, como Adha, e até mesmo ex-templários como Maria Thorpe.

Mais tarde, durante o Renascimento, a Ordem tinha diminuído em números significativamente. Tendo se tornado muito mais secreta, os membros da Ordem muitas vezes tinham profissões e vidas fora da Ordem, que vão de artistas, até tesoureiros reais. O Grão-Mestre da época, Niccolò di Bernardo dei Machiavelli foi um filósofo florentino nobre, assim como diplomata, político, músico, e dramaturgo. Outros incluíram o banqueiro florentino Giovanni Auditore da Firenze, e seu irmão Mario Auditore (educador da Vila Auditore e Mercenário), Ezio Auditore da Firenze, Paola e Irmã Teodora, os chefes dos irmãos de Florença e Veneza, respectivamente, Antonio, chefe do Venetian Thieves Guild (guilda dos Ladrões),e o chefe da Thieves Guild (guilda dos Ladrões) florentino, Bartolomeo d'Alviano, condottieri de Veneza e Luis Santangel e Rafael Sanchez, ministro das Finanças de Ferdinand II e Tesoureiro da Rainha Isabel I, respectivamente. Outros incluídos Dante Alighieri e Domenico Auditore, fundador da Villa Monteriggioni.

Mais uma vez, a Ordem tinha muitos aliados entre o povo comum da Itália, e também entre a nobreza. O primeiro deles foi Leonardo da Vinci, o amigo mais próximo de Ezio e um gênio da invenção. Outros incluídos Caterina Sforza, a condessa de Forlì, Lorenzo de' Medici, governante de Florença, Agostino Barbarigo, o Duque de Veneza de 1486, o explorador famoso Christoffa Colombo(Cristovam Colombo).

Século 21

Durante o século 21 a Ordem tinha afundado ainda mais na clandestinidade, com um número menor do que nunca. Apesar de ser ainda bastante conhecida, mas apenas quatro eram desses assassinos eram conhecidos por nome sendo eles: Desmond Miles, Lucy Stillman, Rebecca Crane e Shaun Hastings, os historiadores da Ordem.

Algumas Vítimas

Ao longo dos séculos, a Ordem dos Assassinos mataram centenas, senão milhares de pessoas que vieram a prejudicar de suas formas e causar perigo para a humanidade. Sua intensa rivalidade com os Templários também assegurou que muitos subalternos, que serviram aos seus mestres Templários, morressem juntos aos mesmos.


A Ordem dos Assassinos

Durante 150 anos, entre os finais do século XI e a metade do XIII, uma terrível seita ismaelita, minúscula no universo do Islã, trouxe temor e, por vezes, pânico à região do Oriente Médio. Tratava-se da Ordem dos Assassinos, assim chamada porque os seus integrantes, antes de praticar os atentados, inalavam um estupefaciente, o Hashishiyun, ou haxixe. Os seguidores da ordem caracterizavam-se pela entregada total à missão que lhes era atribuída por seus superiores e por não demonstrarem medo nenhum perante a morte que fatalmente os aguardava após terem praticado suas ações terroristas.

Quem foi Hassan Sabbah ?

Hassan Sabbah era filho de uma poderosa família iraniana de Qom, centro de propagação, desde o século IX, do Ismaelismo, ramo dissidente dos xiitas que, ultrapassando o Corão, acrescentou aos seis profetas do Verbo (Adão, Noé, Abraão, Moisés, Jesus e Maomé) um sétimo enviado,chamado Ismael. Hassan estudou na capital do Egito, Cairo. Ali viveu a partir de 1079, onde aperfeiçoou seu conhecimento do Corão, do Antigo e Novo Testamento e dos textos vedas hindus. Ele tentou fazer uma síntese de todas essas religiões, misturando ainda o Zoroastrismo. Nesta síntese, acrescentou ainda um pouco de neoplatonismo. Durante sua permanência no cairo, Hassan se relacionou com Nizar, filho do califa da dinastia fatímida, al-Mustansir.

Esse Nizar foi afastado da sucessão ao trono pelo primeiro-ministro, o vizir al-Afdal. Talvez isso explicasse o ódio nutrido por Hassan à dinastia fatímida que reinava naquela região conhecida pelos ocidentais pelo nome de Pérsia. Foi em torno de Nizar - depois assassinado – que Hassan Sabbah reuniu seus primeiros fiéis, os nizarins.

O Método de Hassan Sabbah

Para assegurar a fidelidade de seus seguidores, Sabbah levava-os, sob o efeito de haxixe, para um maravilhoso jardim perfumado onde fontes derramavam água fresca e jovens mulheres lhes faziam ardentes carícias. Durante esse estado de torpor, era fácil conseguir dos adeptos um juramento de obediência absoluta. Quando despertavam, os adeptos eram convencidos de que o paraíso que conheceram brevemente na terra era o mesmo que os aguardava após a morte. Para isso, era preciso que suas mortes servissem aos interesses do soberano, eliminando seus inimigos. Assim, seus seguidores passavam por um rígido treinamento físico para aprender, entre outras coisas, o uso do punhal com que eliminavam os inimigos de seu senhor. Além disso, eram submetidos a doutrinação religiosa. Em seu método, os futuros assassinos aprendiam a língua do país para o qual eram enviados, o modo de vestir de seus habitantes, seus usos e seus costumes. De fato, antes de praticar os atentados, os agentes do senhor de Alamut realizavam um longo trabalho de infiltração. Ganhavam a confiança da futura vítima e a matavam, quando ela acreditava estar segura no seio de seu castelo. Ninguém estava a salvo de sua vingança: a vítima, fosse quem fosse, seria atingida no coração de sua própria cidade ou no centro de seu palácio. Os príncipes temiam ver algum de seus favorecidos se precipitar em sua direção com um punhal na mão.

O método dos Hassassin's

Apesar de andarem uniformizados na fortaleza de Alamut - trajes brancos com um cordão vermelho enlaçando-lhes a cintura (cores que os cavaleiros templários irão adotar) -, os fadavis, os devotos, quando recebiam uma missão, camuflavam-se. Preferiam misturar-se aos mendigos das cidades da Síria, da Mesopotâmia, do Egito e da Palestina para não despertarem a atenção. Em meio à multidão urbana, eles eram "adormecidos", levando uma vida comum, sem atrair suspeitas, até que um emissário lhes trazia a ordem para "despertar" e atacar. Geralmente, eles aproximavam-se da sua vítima em número de três. Se por acaso dois punhais fracassem, haveria ainda um terceiro a completar o serviço. Atuavam, esses "anjos da destruição" do Velho da Montanha, como muitos chamavam Hassan Sabbah, em qualquer lugar - nos mercados, nas ruas estreitas, dentro dos palácios e até mesmo no silêncio das mesquitas, lugar por eles escolhido em razão das vítimas estarem ali entregues à oração e com a guarda relaxada. Até o grande sultão Saladino, seu inimigo de morte, eles chegaram a assustar, deixando um punhal com um bilhete ameaçador em cima da sua alcova.

Cavaleiros e poetas

Os templários não só adotaram uma série de preceitos e regulamentos tomados emprestados da Ordem dos Assassinos, como também fizeram suas as cores deles: o branco e o vermelho. Tão próximas foram estas relações que até Luís IX, rei da França, certa vez enviou uma missão diplomática a visitar o castelo de Jebel Nosairi, ocupado por um chefe local da Ordem dos Assassinos. Frederico II, o Barbarossa, o imperador alemão que participou das cruzadas, convidou vários ismaelitas para que o acompanhassem de volta à Europa, dando-lhe copa franca na sua corte. A atração por sociedades secretas seduziu também aos poetas italianos do Dolce stil nuovo, como Guido Cavalcanti e Dante Alighieri, que, inspirando-se numa livro da mística xiita intitulado Jardim dos Fiéis do Amor criaram a sua própria irmandade secreta, a dos Fedeli d´Amore. Portanto, o gosto de muitos europeus por congregarem-se ao redor de lojas esotéricas, com rígidos rituais de iniciação e um ar secretíssimo, hábito tomado na época das cruzadas, provavelmente lhes foi instilado pelos feitos da Ordem dos Assassinos.

O fim da ordem

Protegidos por uma fortaleza tida como inexpugnável, que nenhuma força local poderia tomar de assalto, foi preciso esperar a invasão dos mongóis, no século XIII, para que finalmente o ninho da águia fosse destruído pelos poderosos invasores no ano de 1260, pondo fim à ameaça que a seita dos assassinos representava em todo o Oriente Médio. A legenda que deixaram foi difundida no Ocidente pelos cavaleiros cristãos e pelos monges escribas que os acompanharam, impressionados com as história terríveis a que os devotos estavam associados, símbolos vivos do que era possível fazer com um ser humano, tornado simples objeto maligno a serviço do fanatismo. Ainda há rumores de Assassinos modernos, existem varias lendas de que eles ainda andam por ai pelo novo mundo, Vaticano Ásia etc. Ainda existem descendentes diretos deles, o jogo Assassin's Creed iria ser lançado com um livro que contava todos os ritos religiosos desse grupo, mas pessoas desse grupo e varios descendentes diretos pediram para tirar todas as referencias religiosas por respeito aos seus antepassados.

Divisão da ordem

A Ordem dos Assassinos foi dividida em diversas partes do mundo, apesar de manterem o mesmo credo, há muitas diferenças entre eles, desde a cultura até as habilidades e armamentos, e ainda cada ordem possui um mestre assassino. Veja a seguir algumas ordens e suas insígnias.

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